Laboratório de Informática Dedicado à Odontologia |
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Leitura complementar A
INFLUÊNCIA DOS LISOSSOMOS |
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célula possui inúmeros lisossomos, os quais contêm enzimas hidrolíticas (fosfatase
ácida, glicuronidase, sulfatase, ribonuclease, colagenase etc.) fabricadas no
retículo endoplasmático rugoso. O aparelho de Golgi reúne essas enzimas e as
"empacota" nas vesículas lisossomais. Essas enzimas atuam no processo
de degradação de proteínas externas e internas à célula. O mecanismo pelo
qual há degradação de proteínas externas é denominado de "heterofagia";
já "autofagia" é empregado para o processo em que as enzimas
lisossomais degradam organelas danificadas durante a lesão celular ou durante o
processo de diferenciação. Nesse processo, a organela a ser degradada é
seqüestrada do citoplasma e origina um vacúolo autofágico, o qual se funde
com o lisossomo e entra em contato com as enzimas hidrolíticas. Quando há
alteração do metabolismo celular, principalmente devido à hipóxia,
diminui-se a produção de ATP, o qual é vital para a manutenção da
integridade das membranas. Assim, diante da baixa quantidade de energia, a
membrana do lisossomo se rompe, liberando as enzimas hidrolíticas.
O efeito de destruição dessas enzimas sobre a células, denominado de
autólise, é semelhante ao processo de autofagia, só que agora não há
isolamento da organela a ser destruída; as enzimas se difundem pelo citoplasma,
destruindo este. Todo o ambiente celular, então, adquire pH ácido, o qual
proporciona o aspecto eosinofílico (róseo) das colorações histológicas pela
hematoxilina-eosina (lembre-se da Histologia: a hematoxilina cora estruturas
básica, enquanto a eosina cora estruturas ácidas).
Sumário
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2000, Disciplina de Patologia Geral do Departamento de Estomatologia da
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Página confeccionada
por Luciana Corrêa. Qualquer dúvida, contacte-nos.
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